terça-feira, 31 de março de 2020

Síndrome de Williams e autismo: semelhantes ou diferentes? - Educamundo

Aparência élfica, comportamento falante, atraso mental, sensibilidade a sons e forte afinidade com a música. Estas são algumas das características que compõem o fenótipo de indivíduos com Síndrome de Williams

Este conjunto de sintomas foi identificado pela primeira vez apenas em 1961, por um médico neozelandês, Dr. Williams, daí a origem do nome que intitula a síndrome. 

Menos de 5 em cada 10.000 pessoas são atingidas pelo transtorno, o que confere a ele a classificação de síndrome rara.

O que é Síndrome de Williams e áreas do desenvolvimento alteradas por ela

Síndrome de Williams é uma desordem genética que impacta significativamente o desenvolvimento global do indivíduo, uma vez que decorrente dela ocorrem alterações físicas, cognitivas, comportamentais e fisiológicas.

Esta desordem confere ao indivíduo com Síndrome de Williams características bem específicas. 

Síndrome de Williams: características 

  • Doenças cardíacas;

  • Baixo tônus muscular;

  • Bochechas proeminentes;

  • Narinas antevertidas;

  • Diferentes graus de deficiência mental;

  • Dificuldades cognitivas, especialmente viso-construtivas.

  • Empatia;

  • Disposição em agradar;

  • Desinibição;

  • Tendência para interagir com estranhos;

  • Comportamento falante.

Causas da Síndrome de Williams

Cada gene humano contém em si informações sobre as características de uma pessoa, que vão desde aspectos físicos, como cor de olhos e cabelos, até comportamentais e fisiológicos (produção de proteínas).

O corpo humano possui milhares de genes, que são armazenados nos 46 cromossomos presentes em cada célula. Quando ocorre alterações em qualquer um destes cromossomos, mesmo que pequena, o indivíduo acaba tendo prejuízos significativos. 

As causas da Síndrome de Williams, por exemplo, têm origem justamente em uma pequena alteração cromossômica que resulta na perda de aproximadamente 25 genes. 

Cromossomo 7

No cromossomo 7 está armazenado o gene que contém a informação para a produção de elastina, proteína que promove elasticidade aos tecidos. É devido a uma pequena deleção neste cromossomo que algumas pessoas nascem com Síndrome de Williams. Inclusive, muitas possuem problemas cardíacos justamente pela falta de elasticidade nos tecidos.

Comportamento social contrastante entre indivíduos com Síndrome de Williams e com Autismo

A alteração comportamental é, talvez, o aspecto mais peculiar nesses indivíduos. É devido a ele, aliás, que o transtorno é frequentemente descrito, a grosso modo, como o “oposto do autismo”.

É sabido que pessoas com autismo apresentam diferentes níveis de comprometimento social e comunicativo. 

Tais questões não são um problema para pessoas com a Síndrome de Williams, pelo contrário, há um claro contraste comportamental entre indivíduos portadores de um transtorno e outro. 

Tanto que a Síndrome de Williams é caracterizada como um transtorno que torna os indivíduos bastante extrovertidos e sociáveis. 

Os certificados do Educamundo podem ser usados para:


Prova de Títulos em Concursos Públicos

Horas complementares para faculdades

Complemento de horas para cursos técnicos

Progressão de carreira em empresas

Turbinar seu currículo

Revolucionar sua vida profissional e acadêmica

Síndrome da Simpatia: características comportamentais de pessoas com Síndrome de Williams

Dentre os principais comportamentos sociais apresentados por pessoas com Síndrome de Williams estão:

  • Empatia;

  • Disposição em agradar;

  • Desinibição;

  • Tendência para interagir com estranhos;

  • Comportamento falante.

Vale ressaltar, portanto, que a comparação feita entre Autismo e Síndrome de Williams se dá no âmbito comportamental, e ocorre não pela semelhança, mas pelo contraste entre ambos.

O paradoxo que envolve o perfil comunicativo dos indivíduos com Síndrome de Williams

É de se imaginar que por serem pessoas tão comunicativas e sociáveis, os indivíduos com SW tenham boas habilidades sociais. Basta analisar esse transtorno um pouco mais a fundo, contudo, para perceber que não é bem assim. 

Pode parecer um tanto contraditório, mas a verdade é que o excesso de sociabilidade presente na Síndrome de Williams beira a comportamentos sociais inadequados. 

Na infância, isto pode até passar despercebido ou ser considerado engraçado. Mas, com a chegada da idade adulta, acaba gerando isolamento social. 

A tênue linha entre sociabilidade e indiscrição na Síndrome de Williams

Apesar da presença de características como extroversão e comportamento falante, há um claro exagero na manifestação destes traços em pessoas com SW.  

A excessiva simpatia por estranhos, por exemplo, pode resultar em um comportamento muito comum em pessoas com esta síndrome, o de seguir pessoas desconhecidas. 

Durante as conversas também é comum que façam declarações e perguntas inapropriadas ou utilizem muitas frases estereotipadas (jargões).

Síndrome de Williams e Autismo, mais similares do que parece, afinal de contas

Compreende-se portanto que cada um a seu modo, tanto pessoas com autismo quanto com Síndrome de Williams possuem suas dificuldades sociais. Tais dificuldades podem ser opostas em suas manifestações, mas similares em prejuízos. 

Aqui no portal, temos diversos cursos online que ajudam na compreensão do comportamento humano. Todos eles possuem informações importantes para trabalhar com crianças na educação infantil.

O Curso Inclusão da Criança com Síndrome de Williams é um deles, nele você aprenderá mais profundamente o que é Síndrome de Williams. mas temos também sobre Autismo, TOD e outros.

Não deixe de conferir cada um deles. Aproveite e inscreva-se em nossa newsletter para receber as novidades do portal que é referência em cursos online com certificado opcional.



Este artigo apareceu primeiro em: Educamundo - New Items https://ift.tt/2WVSF9O https://ift.tt/3bhrpY5

segunda-feira, 30 de março de 2020

Primeiros socorros na escola: sabe por que é tão importante? - Educamundo

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 110 mil crianças e adolescentes de até 14 anos são hospitalizados no Brasil. Além disso, outros 3,6 mil morrem anualmente. E a principal razão desses números são os acidentes domésticos ou escolares. Por conta desse cenário, precisamos falar sobre primeiros socorros na escola.

O tema vem ganhando relevância desde a implantação da Lei Lucas, em 2018, porém não é todo mundo que percebe como as técnicas de salvamento são, de fato, importantes em situações cotidianas.

Pensando nisso, o artigo de hoje apresentará a você, pai ou professor, os principais pontos relacionados ao tema. Siga com a leitura!

A importância dos primeiros socorros na escola

Situações simples, como brincar com os colegas no pátio da escola ou comer um lanche na cantina, podem resultar em acidentes graves envolvendo crianças e adolescentes. Isso inclui quedas, fraturas e asfixia por engasgo, por exemplo.

Por essas e outras razões, profissionais que trabalham em escolas precisam conhecer técnicas de primeiros socorros. Afinal de contas, elas são indispensáveis em momentos de emergência, quando você precisa agir de forma rápida enquanto espera o atendimento médico especializado.

Contudo, apesar de parecer algo óbvio, grande parte da população não conhece procedimentos básicos de salvamento. E isso no ambiente escolar é bastante perigoso, pois esse é um espaço onde o risco de acidentes é extremamente alto.

As principais causas de acidentes escolares

A organização não-governamental Criança Segura analisou os dados do Ministério da Saúde entre os anos de 2011 e 2017 e identificou qual são as principais causas de acidentes envolvendo crianças e adolescentes no Brasil.

De acordo com a pesquisa, mais de 40 mil morreram, dentro do período indicado, por conta de afogamento, sufocamento, intoxicação e quedas. Ao mesmo tempo, o número de hospitalizações pelas mesmas causas atingiu quase 680 mil pessoas na faixa etária de 0 a 14 anos.

No caso específico dos acidentes escolares, eles são responsáveis por grande parte do montante citado. Afinal, os colégios abrigam muitas crianças e adolescentes, público que, por natureza, é mais agitado, distraído e imaturo. Isso significa que, quando estão juntos, têm uma propensão maior de se colocarem em situações de risco.

Aliado a essa questão, está o fato de muitos dos prédios das escolas serem antigos e terem uma estrutura física que aumenta o risco de acidentes. O que engloba escadas, pisos escorregadios, canaletas sem proteção, brinquedos sem manutenção etc.

Diante de todo esse cenário, um estudo feito no estado do Paraná, identificou como as maiores causas de acidentes dentro do espaço escolar:

  • quedas;
  • fraturas;
  • escoriações;
  • cortes com vidros.

A Lei 13722

A Lei 13722, mais conhecida como Lei Lucas, institui como obrigatória a capacitação em primeiros socorros de professores e funcionários de colégios públicos e privados. A instituição que descumprir a medida irá sofrer penalidades que variam de uma notificação até a interdição e o fechamento do local.

O principal objetivo do texto legislativo é preparar os profissionais para agir com segurança diante de acidentes que, como apresentamos, são tão comuns no espaço escolar.

A norma surgiu depois da morte do menino Lucas Begalli, de apenas 10 anos, que se engasgou comendo um cachorro quente em um passeio da escola. Ninguém da equipe sabia o que fazer diante da situação, e a espera pela equipe médica especializada fez com que minutos importantes fossem perdidos.

O acontecimento chamou atenção para a necessidade da equipe escolar conhecer técnicas, mesmo que básicas, de salvamento. Afinal, com uma manobra correta, o jovem Lucas ainda poderia estar vivo.

Para entender tudo sobre a lei, basta conferir o nosso Curso Online Lei Lucas, disponível na plataforma.

A capacitação dos professores e funcionários

De acordo com a legislação, o colégio ou a escola têm a responsabilidade de oferecer cursos de capacitação em primeiros socorros de forma anual.  Porém, se você, enquanto docente, já quiser aumentar seus conhecimentos teóricos sobre o tema, acesse o nosso Curso Online Primeiros Socorros.

Evitando acidentes e aumentando a segurança no ambiente escolar

Como deu para notar, é extremamente importante que a equipe das instituições de ensino tenham conhecimento em primeiros socorros. Porém, mais do que saber lidar com uma emergência, é preciso prevenir os acidentes.

Isso é algo que pode ser feito usando estratégias simples, de modo a aumentar a segurança no ambiente escolar. Até porque, esses espaços respondem por cerca de 13% de todos os acidentes que ocorrem com crianças e adolescentes. Então, nada melhor do que diminuir as estatísticas nacionais e garantir o bem-estar do alunos.

Desse modo, algumas das ações que podem ser colocadas em prática são:

  • instalar grades de segurança nos locais com escadas;
  • utilizar móveis com laterais arredondadas ou utilizar protetores de quinas;
  • instalar faixas antiderrapantes em pisos mais escorregadios;
  • contar com supervisores para observar os alunos durante o recreio, verificando a ocorrência de possíveis quedas;
  • manter toda a fiação elétrica protegida e utilizar protetores de tomadas;
  • cuidar bem de espaços com grama, verificando a presença de insetos venenosos.

Os certificados do Educamundo podem ser usados para:


Prova de Títulos em Concursos Públicos

Horas complementares para faculdades

Complemento de horas para cursos técnicos

Progressão de carreira em empresas

Turbinar seu currículo

Revolucionar sua vida profissional e acadêmica

Dicas de primeiros socorros

A seguir, estão listados procedimentos básicos de primeiros socorros que você já pode utilizar em situações de emergência: 

  • no caso de queimadura: deixe a área afetada em água corrente por pelo menos 10 minutos. Nada de aplicar pasta de dente ou manteiga na região;
  • no momento de um corte profundo: pressione a  ferida com um pano limpo e leve a vítima até um posto de saúde ou chame uma ambulância;
  • durante uma situação de descarga elétrica: nunca toque diretamente na pessoa atingida. O ideal é desligar a fonte de energia ou utilizar um objeto de plástico ou madeira para afastar a vítima do local da descarga;
  • em situações de contusão: coloque uma bolsa de gelo na área afetada por 15 a 20 minutos e depois procure atendimento médico;
  • durante uma hemorragia nasal: coloque a pessoa de cabeça baixa pressionando o nariz com um pano limpo por 10 a 15 minutos;
  • no caso de um ataque epilético: não tente segurar a pessoa, nem coloque nada na boca da mesma. Apenas afaste os objetos próximos para evitar que ela se machuque e coloque um travesseiro embaixo da cabeça dela;
  • em casos de desmaio: deite a pessoa no chão, de barriga para cima, elevando um pouco as pernas e virando o rosto lateralmente. Também afrouxe roupas e botões. Em seguida, chame uma ambulância.

Bem, chegamos ao final deste artigo. Gostou do conteúdo apresentado? Então, compartilhe-o nas redes sociais e ajude outras pessoas a entenderem por que conhecer técnicas de salvamento é tão necessário dentro dos colégios.

E caso queira aprofundar seus conhecimentos na área da saúde ou educação, não deixe de conferir os diversos cursos online com certificado da nossa plataforma. São mais de 1.200 opções para você se qualificar. Tudo por apenas R$ 69,90 ao ano, sem mensalidades. Faça já a sua inscrição e descubra por que somos referência em cursos online.  



Este artigo apareceu primeiro em: Educamundo - New Items https://ift.tt/33VFqr1 https://ift.tt/3bhrpY5